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26/03/2013
Endocrinologista discorre sobre precariedade do sistema público
Ao se pronunciar hoje (26-03) na Tribuna Livre da Câmara de Cuiabá, o médico Marcelo Maia Pinheiro, endrocrinologista, fez um raio-x do que considera quadro preocupante reinante no sistema público de Saúde do município. Com base em estudos técnicos, ele propôs mudanças táticas na estrutura da Secretaria de Saúde, o que implica em melhoria no atendimento e em relação à distribuição mais ágil de remédios aos pacientes hipertensos, diabéticos e outros casos. "Isto beneficiaria não apenas aqueles que residem em Cuiabá, mas também a todos que acaso necessitem desses medicamentos".
 
Pinheiro mencionou presenciar várias deficiências graves de atendimento no seu dia a dia profissional. "Atendo na rede pública, voltada para os diabéticos, que necessita de cuidados especiais, em face das complicações diversas causadas por essa doença, cegueira, amputação e de ordem renal, as mais comuns. Se o atendimento é precário, situação que se arrasta há mais de 15 anos, então o paciente tem tudo a perder".
 
O médico afirmou existir muita diferença de atendimento entre os sistemas público e privado. "No primeiro, a exemplo do Pronto-Socorro de Cuiabá, amputações e casos de cegueira em diabéticos se tornaram rotina semanal. Uma consulta oftalmológica pelo CEM - Centro de Especialidades Médicas demora em média um ano, além de o próprio CEM dispor de poucos clínicos especializados. Isso poderia ser minimizado drasticamente se a estrutura da Saúde melhorasse. Infelizmente, não é o que acontece. E os colegas têm manifestado total desinteresse em se integrar ao quadro do município. Não há remuneração salarial condizente com suas aspirações".
 
Ele sugeriu ainda para que os pacientes mais complexos atendidos pelos PSFs - Programa de Saúde da Família sejam referenciados nas policlínicas do município e nos hospitais universitários que atendem pelo SUS. "Fizemos um levantamento criterioso sobre a realidade diabética no município, comprovando-se um déficit na área de repasse de medicamentos disponíveis na Rede Básica, da ordem de 30%. O repasse financeiro ao órgão para suprimento do estoque farmacêutico poderia ser feito mediante o número de pacientes diabéticos cadastrados. Isto evitaria déficits".
 
Marcelo Maia finalizou ao apontar a existência de medicamentos ultrapassados e de eficiência questionável em franca utilização na Rede Básica do município, fator que aumenta o número de casos fatais de diabetes. "Torna-se assim imperioso o apoio do Legislativo nesta bandeira em prol da Saúde, para que ocorra um convencimento técnico da mudança da atual estrutura deficitária. Apoio político é primordial nessa questão".
 
João Carlos Queiroz Secom/Cuiabá


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